28/01/2024



 O GATO

Na casa
inefavelmente
circulam olhos
de ouro

vibre ( em ouro) a
volúpia
o escuro tenso
vulto do deus sutil
indecifrado

na casa
o imperecível mito
se aconchega

quente (macio) ei-lo
em nossos braços:
visitante de um tempo sacro (ou de um não tempo).

(Orides Fontela)


(foto da gata Marian)



09/09/2019

A gatinha Mel

Hoje eu trouxe a história da Mel, gatinha de minha amiga, a poeta Silvia Regina Costa Lima, contada por ela. E também um poema que ela fez para os gatinhos, esses seres que encantam nossas vidas. 

MINHA MEL 
Um dia, passei no veterinário e, por acaso, a moça me disse que uma gata da recepcionista tinha dado cria, a mãe tinha ido embora com o pai e deixado oito filhotes e que tinha uma sem lar. Eu disse que gostaria de ver, sem compromisso, o rapaz foi buscar e chegou com aquele tico de gato, magrinha, cabendo na palma da mão, só olhos e grandes orelhas... rsrs. Feinha que só! 


Fiquei com pena e trouxe pra experimentar. Ela me conquistou quando, de manhã, abri a porta do quarto e não havia xixi nem cocô pela casa... e quando, fazendo meu café, eu a vi subir na caixinha improvisada como banheiro. Achei aquilo o máximo!! ... ela era apenas um bebê-gato e estava num local grande e desconhecido. Não teve erro, ela ficou. E agora é linda. Virou um cisne.


Mas não dou a ela os privilégios 'mimantes' que muitos dão a seus gatos.... ela dorme na sala, onde quiser e não pode subir onde quiser, não pode derrubar minhas roupas dos armários, arranhar os móveis... imagine! Eu a ensino...e ela aprende...  pois aqui mando eu... mas gosto dela, sim. Muito. Demais. É meiga, sociável, teimosa e inteligente. Entende muitas palavras como água, comer, comida, não, vem, que bonita!, já pra dentro! Biscoito (minha moeda de troca...rsrs) e outros comandos. Gatos são lindos, mágicos, espertos e independentes, mas também carinhosos.  (por Silvia Regina Costa Lima, adaptado)



Felino

Subo, desço, saio... não caio.
Sou leve, ágil e solto de fato.
Belo animal, eu sou um gato
- e tão certeiro como um raio!

Da noite, o meu prazer extraio
e ensaio ter - no prato - o rato.
Quando no telhado pulo exato,
a muitas gatinhas cedo atraio.

Eu brinco... e eu rolo feito menino,
durmo ao sol feito qualquer felino;
uns me repelem... uns me chamam.

Macio é o meu pelo, oblíquo o olhar
e se ainda sofro algum tipo de azar
é que nem todos humanos me amam.

(Silvia Regina Costa Lima)

06/10/2016


Lá está ele deitado, sonhando, ronronando e, ocasionalmente, mudando as patas de posição em um êxtase de prazer acolchoado. Parece a encarnação de todas as coisas macias, sedosas e aveludadas, uma composição sem arestas, um sonhador cuja filosofia é dormir e deixar dormir. (Hector Hugh Munro, conhecido como "Saki")


14/09/2016

Famosos e seus gatos





Abraham Lincoln foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a levar um gato para a Casa Branca. Tabby era o gato de seu filho, Tab.




O escritor Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo) escreveu: "Meu caro amigo, se você quer ser escritor de romances psicológicos, e escrever sobre seres humanos, a melhor coisa que pode fazer é criar um par de gatos." 



Karl Lagerfeld (designer da Chanel) e sua gata Choupette. (A gata ganha 4 milhões de dólares por ano como modelo e tem babá, guarda-costas, nutricionista e outras excentricidades) 
A gata mais rica e famosa do mundo (segundo o próprio dono) tem perfil no Twitter e Instagram e doa alguns cachês para entidades que cuidam de animais abandonados.








10/06/2016

Idosos e gatos




A companhia de animais domésticos pode melhorar a qualidade de vida dos idosos. 

Assim como os cães, os gatos também são excelentes companheiros na terceira idade, trazendo benefícios para a saúde física e mental de seu dono.

Os idosos frequentemente sentem solidão, ou porque o cônjuge já faleceu, ou porque os filhos já estão casados, e a presença de um animal no dia a dia pode ajudar a combater o isolamento e estimular a prática de atividades físicas, passeando ou brincando com seu animalzinho. 


Brincar com um gatinho eleva as taxas de serotonina - neurotransmissor que atua regulando o bom humor, o sono, o apetite e alivia a dor. Também diminui a ansiedade, proporcionando sensação de conforto e melhora do ânimo. Acariciar um gatinho traz segurança, afeto e contato sensorial, aspectos importantes para a saúde do idoso.


Pessoas com mal de Alzheimer ou outros tipos de perda de memória sentem-se satisfeitos em interagir, cuidar e alimentar os animais. Isso lhes dá um novo senso de identidade e propósito.

No Brasil, os animais têm sido utilizados na prática de Terapia Assistida por Animais (TAA). “Por meio da convivência com animais, os idosos conseguem colocar seus sentimentos para fora”, explica a psicóloga especialista em comportamento animal, Kátia Regina Aiello.



Sendo assim, como já está comprovado pela ciência que quem convive com animais é mais feliz, saudável e vive mais, que tal um gatinho para acompanhar sua velhice? Pesquisas mostram que proprietários de gatos têm um terço menos risco de virem a sofrer ataques cardíacos, devido à habilidade dos gatos em reduzir o estresse e a ansiedade de seus donos.  (Pesquisado na net)






10/04/2016

O homem do gato



Esta pele é a minha malha, minha marca
Algodão, lã, seda, couro, linho, petróleo;
A cada hora eu me troco por um outro...
E o danado do gato sempre me acompanha. 
O dia inteiro!
Entra comigo no banheiro, e fica à espreita.
Animal estranho!
A cada peça de ‘pele’ que cai mereço um olhar curioso 
meio que assombroso
Como se visse a coisa mais louca do mundo!
Quando vê o seu – que sou eu - bicho homem...

Suzana Rabelo

24/02/2016




Já faz um mês que nosso gato mais velho morreu. Tinha 20 anos, o que é muito, muito mesmo, para um gato viver. É como se ele fosse centenário, comparado aos humanos. Eu o dei de presente ao meu filho caçula, em seu aniversário de cinco anos. Eles cresceram juntos. Meu filho o chamou de Tommy, meu marido o chamava de Lorde, por conta do porte altivo, mas para mim sempre foi Xaninho. 

Há pessoas que não acreditam em um tipo de comunicação além da palavra, mas eu garanto que entre mim e o Xaninho havia um entendimento que ultrapassa as fronteiras da conversa como nós humanos a conhecemos. Por exemplo, se eu estivesse no andar de cima da casa, eu sentia que ele queria sair, daí descia e ele estava à porta, esperando que eu abrisse. Coisas desse tipo. 

Ainda me é difícil essa perda. Enquanto escrevo as lágrimas correm. Acho que por isso demorei tanto para escrever sobre isso. Um companheiro assim não se esquece jamais. Ele se foi por conta da idade, no último mês de vida começou a definhar dia a dia, até o dia em que estava comendo e caiu, do nada. Nesse dia eu soube que sua hora estava chegando. Daí em diante foi difícil caminhar, comer, não enxergava mais quase nada, uma tristeza só. Morreu praticamente em meu colo, agasalhado no meu xale, quietinho, bonzinho como sempre foi. 

Ah, Xaninho, não sei se existe um céu para os gatos, já li que os animais têm uma alma comum, coletiva, mas seja como for, pode ter certeza de que você foi muito amado, por todos nós aqui de casa. E o Tigrão, que agora está sozinho, está tomando conta da casa, agora. É ele quem deita no meu colo quando vou ver TV, que se enrosca na minha perna quando estou na cozinha, acho que ele sabe que sinto muito sua falta e faz de tudo para me agradar, um amor de gatinho, o Tigrão. 

Se você tem um gato e o ama, sabe do que estou falando. Se você não tem um gato, pense sobre cuidar de um (ou ele cuidar de você). Não há como explicar a afinidade que existe com um animal quando se tem tanto amor por ele. A gente aprende sobre convivência, carinho, fidelidade, desprendimento, gratidão.

Adeus, Xaninho. Mesmo que eu arrume um novo gatinho, sei que nunca terei um amigo como você ao meu lado. 



31/07/2015

O Gato e seus bigodes




Os bigodes do gato (vibrissas) são pelos longos, grossos e flexíveis localizados horizontalmente no focinho.  Agem como detectores de estímulos externos, fornecendo informações sobre as imediações onde o animal está. É através deles que se manifestam o olfato e o tato apurados do gato. Além disso, no escuro, os bigodes atuam como um orientador espacial, prevenindo-o de eventuais acidentes.

Os pelos do bigode do gato estão ligados a tecidos que possuem várias terminações nervosas. Esses nervos são sensíveis até ao mais leve movimento do ar. Por isso, os gatos podem detectar objetos próximos sem vê-los — o que obviamente é uma vantagem no escuro.


Visto que seu bigode é sensível à pressão, os gatos o usam para determinar a posição e o movimento de um objeto ou de uma presa. O bigode também ajuda o gato a medir a largura de uma abertura antes que ele tente passar por ela.

Os bigodes dos gatos não devem ser cortados pois podem acarretar problemas de equilíbrio e orientação dos bichanos, bem como interferir em sua segurança - sem os bigodes os gatos sentem-se indefesos, pois sabem que não poderão fugir ou saltar com destreza em caso de perigo. Felizmente, assim como ocorre com os outros pelos, as vibrissas voltam a crescer depois de cortadas, se não houver danos à raiz.



Cientistas estão projetando robôs equipados com sensores que imitam o bigode do gato, com a função de ajudá-los a contornar obstáculos. Esses sensores, chamados de e-whiskers (bigode eletrônico) teriam ampla aplicação na robótica. A facilidade de fabricação, a leveza e o excelente desempenho deles devem oferecer uma ampla gama de aplicações na robótica avançada, interfaces de interação homem-máquina e biotecnologias.




 (pesquisado na net)